terça-feira, 14 de setembro de 2010

Starts With yoU!


Começa com você!

Em outubro, de 9 à 11, acontecerá o SWU Music + Arts Festival, que será em Itú, interior de São Paulo, e trará grandes nomes da música nacional e internacional.
Tudo bem, isso todo mundo já sabe. Mas, o que pouca gente sabe, é que a idéia do festival, é mobilizar pessoas em prol da sustentabilidade.

O que é sustentabilidade?
Seria possível continuarmos vivendo, evoluindo e nos desenvolvendo, mantendo o equilíbrio dos recursos naturais que utilizamos para tal?
Sim, é possível. Esta é a idéia central de "sustentabilidade".
É com essa idéia que Eduardo Fischer iniciou o movimento "SWU - Starts With yoU (Começa com você)", para conscientizar e mobilizar o máximo de pessoas em prol da sustentabilidade.

As pessoas assistem pela TV às reuniões entre países para diminuir os gases poluentes na atmosfera, como o Protocolo de "Kyoto", o COP-15 ou o UNFCCC, e acham que tudo está além do seu alcance. É aí que as pessoas se enganam:

"Não poder resolver os grandes problemas do noticiário não significa que você está de mãos atadas. A primeira coisa que você pode fazer para salvar o planeta é fazer alguma coisa. Simples assim. Mude hábitos, mostre que é possível e, desta forma, contagie aquele que está aí, do seu lado. Começa com você!"

"Você pode derrubar uma árvore para construir uma casa. Mas, quando sua casa estiver pronta, nada te impede de plantar mais duas arvores, para seus filhos terem frutos e sombra, em um dia de calor."

O festival, contará com uma programação que corresponde à grandiosidade e ambição do movimento. Várias bandas já foram confirmadas, entre elas: Rage Against the Machine, Avengede Sevenfold (Com Mike Portnoy), Queens of the stone Age, Dave Matthews Band, Linkin Park, Pixies, Kings of Leon, e varias outras.

A Oi novo som, terá um palco no festival, e lá tocarão ótimas bandas do cenário independente.
Destaco as bandas Volver, Otto, Autoramas, Mombojó, Cansei de ser sexy e Superguidis.
Esta ultima, tem Diogo Macueidi no baixo, que conversou comigo, e me contou como rolou o convite para a banda participar do festival.

Saquem o teor da conversa:

Eu: Eae, Diogo. Guidis no SWU, hein? Que massa!
Diogo: Pintou o convite! Massa demais.
Eu: Conta aí, como rolou esse contato?
Diogo: A Oi novo som nos convidou, através da indicação do Senhor F e de Zé Flávio. Vai ser muito legal tocar no palco independente do SWU.

Dêem uma sacada no site do SWU Music + Arts Festival, e se liguem na programação!
http://www.swu.com.br

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Renovando os ares.

Há cerca de três anos atrás, criei este blog, no intuito de falar sobre minha vida (e toda aquela baboseira que você pode ler se voltar ao primeiro post). O fato é que não deu certo. Simplesmente, não gostei. Decidi deixá-lo de lado. Mais por preguiça.

Mas, hoje eu sinto a necessidade de ter um espaço para debater o que mais gosto. Música. Um espaço que seja meu. Já escrevi sobre o assunto (e pretendo continuar) em outros blogs e etc. Mas, eu queria algo meu, algo que eu tivesse começado.
Na impossibilidade de criar outro endereço (no momento a minha conexão caiu e além disso, eu já tenho esse, não preciso de outro) decidi manter o "Odeio Azeitona". Se vou falar de algo que gosto, por que o endereço não pode ser algo que odeio?

No momento estou trabalhando em meu primeiro texto, e fazendo algumas pesquisas para mostrar algo realmente legal e útil aos meus leitores. Não esperem piadas, não esperem bom gosto. Quem espera demais acaba se decepcionando. haha (ha).

Então, sempre que puderem, dêem uma passada por aqui, leiam e comentem.
Aquele abraço!

(O Odeio Azeitona agora é um blog musical e democrático, mas nem tanto).

domingo, 29 de novembro de 2009

Flamenguistas vivem menos.

Está provado - e quando eu digo “provado”, eu digo cientificamente – pela universidade de Massachusetts – onde nenhuma Adriana jamais Esteves – que flamenguistas vivem menos.
O coração de um flamenguista tem o dobro do tamanho de um coração de um cidadão comum, e com o tamanho, a emoção.

Vou explicar melhor. No domingo passado, o Goiás tentou acabar com a nossa festa, e de certa forma, conseguiu. No domingo passado. Engraçado, é que esse mesmo Goiás ajudou a nação a ter um dos dias mais felizes de vossas vidas... digo, NOSSAS vidas.
Foram 90 minutos de tensão, e no começo do jogo com o gol do Washington no serra dourada, eu cheguei a pensar que estava tudo perdido, e que dali pra frente, o São Paulo iria destruir o time goiano. Mas sem titubear, Zé Roberto, outrora chamado de cachaceiro, arruaceiro, vagabundo, nêgo duzói amarelo, entre outras barbaridades, entrou pulsante na área Corintiana e abriu o placar a nosso favor. Falando em Corinthians, muito se dizia sobre a possibilidade do time paulista “abrir as pernas” para o Fla, o que de fato, NÃO aconteceu. E se disserem que aconteceu, foi porquê não viram o jogo. Podem dizer de tudo: “Ahhh, mas a arbitragem roubou pro flamengo!” “Ahhh, mas o Felipe deixou o pênalti passar” “Ahhh, mas expulsaram o Chicão injustamente.”. Primeiramente, os problemas da arbitragem, são da arbitragem. O time não tem nada a ver com isso. Posso sair dizendo aqui varias falhas a favor do Corinthians também, como o impedimento incorretamente marcado do Bruno Mezenga, que iria deixar o Zé Roberto na cara do gol, no segundo tempo. O Defederico jogou muito, e por muitas vezes chegou na cara do gol. No segundo tempo a equipe Alvinegra assustou o arqueiro flamenguista por diversas vezes. O Chicão já tinha perdido a bola, e deu uma solada sem necessidade no Fierro, como já tinha o primeiro amarelo, é vermelho, filhão. E por ultimo, o Pênalti – Legitimo, diga-se de passagem. Porquê empurrão é falta, e falta na área é pênalti, culhega – era indefensável. O Felipe apenas se poupou do esforço. Pra que pular? Já tinha acabado o jogo, o flamengo já havia vencido, o pênalti foi muito bem cobrado, e no cantinho.


Essa galera toda morrerá daqui a uns dias.

Por fim, o Goiás aplica uma “baita” goleada no time do Morumbixa, de 4. Dizem que o resultado foi obra do destino, dizem que eles adoram tomar de 4. Não sei, vai saber.

O importante, é que meu coração ta aqui, continua batendo e esperando a hora de soltar o grito. Grito esse que está a 17 anos entalado na garganta, já que o ultimo titulo brasileiro do flamengo foi conquistado quando eu tinha apenas 2 anos de idade. E como eu disse para a Dani, para o Ítalo e para o Magno (este ultimo é bambi, mas os dois primeiros são flamenguistas dos bons) no ultimo titulo do mengão eu só falava 3 palavras. Gugu, Dada e Junior.

Infelizmente, um parceiro de paixão clubística, um dos mais fanáticos e apaixonados que conheci, não estará com a gente aqui, para ver o nosso mengão calar a boca de quase 135 milhões de brasileiros. Este rapaz, cujo coração já estava surrado, cansado, porém cheio de alegrias e triplamente maior que o coração dos flamenguistas comuns, acompanhará o jogo final ao lado de Zé Carlos, Goleiro Herói. Nosso flamenguista fanático, foi velado e enterrado com uma bandeira do flamengo, e com certeza, uma hora dessas ele deve estar agarrado nela. É isso que eu chamo de um “Flamenguista até a morte!”.
Infelizmente, nosso caro John se foi mais cedo que o previsto, pois estava sempre com o coração à mil com as emoções e adrenalinas flamenguistas.

Flamenguistas vivem menos. O ministério da saúde recomenda fortemente, que se você tiver um coração fraco, não for apegado ao clube, não vestir a camisa e gritar com toda a força que há no seu pulmão, até rasgar a garganta a seguinte frase: “Tu és, time de tradição, RAÇA amor e paixão, oh meu mengo!” não seja flamenguista.

Sinceramente, não queria viver menos. Mas o que eu posso fazer? Eu já carrego essa paixão. E se meu coração tiver que parar de tanta pressão, de tantos gritos, de tanto arrancar os cabelos, de tantas cervejas comemorativas, de tanto pular e cantar, de tanto amor, que pare.

Sim, é provado, flamenguistas vivem menos. Mas a paixão é eterna. O Clube de Regatas do Flamengo vive mais.


Esta postagem é dedicada em memoria de João Avelino, um grande flamenguista.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O sábado da Marlton.





A Marlton (que por ironia do destino, é a minha banda) foi escalada para tocar no “Catraia na Roça” que aconteceu no ultimo sábado. Mas no meio da semana que antecedeu o evento, recebemos uma ligação de um tal “Papyto”. Ele nos convidou para fazermos o “Ao vivo n’Aldeia” que acontece também no sábado. Fiquei empolgado com o convite, pois nunca tínhamos feito uma dobradinha (2 shows no mesmo dia).

Bom, sabíamos que o formato da apresentação na radio era acústica, coisa que não estamos acostumados a fazer. Teríamos que transpor alguns arranjos e mudar alguns solos e até melodias para fluir legal nesse novo formato.

Marcamos um ensaio apressado às 8 da manhã na quinta feira (dia 29/05). Ensaio, este, que não rendeu muito, pois, o Thiago não pode ir, o Paulo tava sem instrumento, o Rodrigo estava apressado e eu estava sem saco.

Resolvemos então, que ensaiaríamos no sábado! Sim, no sábado, dia dos eventos. Teríamos que ensaiar pra dois shows no mesmo dia dos dois shows, antes dos dois shows. É... Seria cansativo, mas nós gostamos de um belo desafio.

No sábado, acordei às 9 da manhã, tomei café (tava muito frio) e fui ver TV.
Uns caras da EMOPS foram colocar veneno na minha casa, e tive que sair.

Fui almoçar no restaurante “O ninho da águia” e aí esperei o Rodrigo me buscar, mais ou menos meio dia e 20. Tivemos alguns problemas com o estúdio, mas fizemos o ensaio. Ensaiamos a música nova (Reconstrução), e a versão de “Anarriê”. Chegamos à conclusão de que não teríamos tempo pra ensaiar pra apresentação na Aldeia FM, o que não tirou a nossa tranqüilidade (coisa esquisita).

Chegamos na Aldeia umas 3h30min da tarde e a fomos passar o som. Confesso que rolou um mini-ensaio na passagem de som, e combinamos algumas mudanças em algumas músicas, passamos as mudanças e tudo correu bem.

O Aarão chegou por lá umas 04h40min (o programa estava marcado para as 05h00min) e aí os técnicos de iluminação e vídeo chegaram para arrumar as coisas. O programa foi ao ar as 05h30min.

Assim que a vinheta da Giselle (Lucena, produtora do programa) começou a tocar, veio aquele nervosismo que sempre tenho de entrevistas. Aquele que as pessoas tem de falar algo errado, sabe como é?! Abrimos o programa com a musica “Insegurança” e era mais ou menos o que eu estava sentindo, não pela firmeza do violão do Rodrigo, do meu violão, do cajón do Thiago ou do baixo-violão de 5 cordas improvisado do Paulo. Mas era a ânsia e o medo de falar algo errado, a gente sempre tem isso, principalmente eu, que mais falo.

O Aarão me deixou mais tranqüilo com aquele clima descontraído de bate papo, depois de uns 15 minutos de programa eu tava me sentindo em casa. E aí, tudo correu bem! Ainda bem!

Saindo de lá, fomos ao quadrilhódromo levar o tom da bateria, que tava na casa do Thiago. Deixamos lá e zarpamos para nossas casas para descansar um pouco!




Depois, rumo ao Quadrilhódromo do Parque Tucumã. Chegando ao quadrilhódromo não vimos muita gente, mas vimos alguns rostos conhecidos, o que me confortou um pouco. Não ficamos juntos toda hora, porque cada um tava fazendo uma coisa. A Capuccino Jack abriu a noite e fizeram um show incrível! Tocaram uma música nova, muito linda, diga-se de passagem. Depois subiram ao palco os Camundogs, banda de amigos e que eu particularmente sou fã, aliás, devemos boa parte da história da Marlton aos caras. Subiram ao palco e botaram-no abaixo com seu som novinho em folha e com Chico Mouse de volta ao time. E depois, era a hora!

Subimos com confiança e um pouco de medo. Começamos o show tocando a versão rock’n’roll de “Anarriê” (clássico junino de Leandro e Leonardo, dupla que eu adoro). Depois, tocamos um show inteiramente próprio. Nada de Foo Fighters dessa vez (por pouco). Tocamos a música nova “Reconstrução”(que foi oferecida pro Max "fofuxo" Dean, vocalista da Survive). O público era pequeno por causa do frio (muito frio) e não aplaudiu muito, o que nos deu uma sensação de “será que ta legal?”. Mas a galera do coletivo não mediu esforços em pular, enlouquecer e soltar a voz!

Descemos dali com uma sensação de “missão cumprida”. É, foi cansativo, mas foi ótimo. Fizemos a primeira dobradinha com um gosto de rockstar! Haha. Foi lindo!




terça-feira, 13 de maio de 2008

Carta aberta da Coletividade

O Catraia é um coletivo de pessoas de várias áreas do conhecimento que enxergam a cultura como um meio de agregar, estimular, potencializar e realizar mecanismos capazes de escoar, integrar e difundir produções artísticas, educativas e culturais para o benefício da sociedade onde está inserido. Sistematizado como coletivo de cultura há sete meses, agentes culturais formam o Catraia, que por sua vez forma, com outros coletivos e grupos articulados, um circuito integrador da cultura independente brasileira, o chamado Circuito Fora do Eixo. Gerido empiricamente por um regimento interno que vem sendo formulado com e para a participação de todos os seus envolvidos, o Catraia é também um grupo aberto e heterogêneo, que vê não só na criação e aplicação de metodologias, mas também na pluralidade de seu quadro, o melhor meio de alcançar seu objetivo: o fortalecimento e solidificação da cultura independente no Acre e no Brasil.
Dentro de seu tempo de existência – e como toda agremiação que se propõe a realizar algo -, o Catraia enfrenta barreiras e dificuldades, assim como oposição por parte de pessoas que desacreditam e desestimulam a formação de um processo limpo e verdadeiramente livre, mas também capacitado e sustentável em benefício da Cultura, dos seus agentes e dos grupos que a fomentam. Faz alguns dias que nós, colaboradores do Coletivo Catraia, vimos transparecer críticas pouco válidas ao andamento desse processo. Algumas dessas críticas partem de pessoas que não tem conhecimento do que realmente é o Catraia e sua coletividade, tampouco de suas verdadeiras intenções. Outras, infelizmente, são feitas por pessoas que já tiveram um forte vínculo conosco e que por esse e único motivo, se acham no direito de deturpar o que viram e, principalmente, o que fizeram enquanto colaboradores do Catraia. Muitas dessas críticas são feitas de forma velada, através de sarcásticos e viperinos comentários, que não constroem, nem sugerem apontamentos relevantes para a melhoria das políticas de cultura comum a todos. Para nós, do Catraia, críticas desqualificadas não são novidade. Mas críticas desqualificadas feitas abertamente, sim.

Ignoram que até quando se pretende serparcial e passional, é preciso
serprimeiramente imparcial e racional.

Travestindo plataformas de achaque como veículos de informação, alguns costumam alimentar a discórdia e a balbúrdia, através de afirmações sensacionalistas e perniciosas. É absolutamente compreensível que certas pessoas, alheias ao conceito, ao processo e ao trabalho do Catraia, se oponham a ele de maneira veemente por puro preconceito ou ignorância. Também é normal que essas pessoas elaborem seus pensamentos a partir de pré-concepções e argumentos truncados, envoltos nas brumas passionais do criticastro, disfarçando seus anseios escusos com falsas bandeiras de liberdade e igualdade. Essas pessoas ignoram que até quando se pretende ser parcial e passional, é preciso ser primeiramente imparcial e racional, pois nenhuma causa se mantém firme e válida sem o estudo e o conhecimento de seus contrários, sejam eles firmes, válidos ou seus antônimos.
As críticas desqualificadas feitas por essas pessoas, se apoderam das ações do Catraia, dos esforços feitos por seus colaboradores e se constroem com um único objetivo: desestabilizar os passos de quem caminha pela Cultura, através da coletividade e destruir qualquer tentativa de acerto. São críticas que ferem a autonomia e o direito de autodeterminação do Catraia e de seus parceiros, pois abordam de forma ferina e deturpada assuntos comuns a todos ali, muitas vezes ultrapassando as noções da boa convivência e da ética. Acusam o Catraia de ser sectarista e estratificador nas suas ações. Mas esquecem que as nossas portas sempre estiveram abertas, assim como os ouvidos dos que aqui estão. No Catraia somos a favor do debate. Ouvimos o que queremos e o que não queremos. Assim como somos estimulados a falar não só o que queremos, mas o que devemos. Ao contrário do que se afirma erradamente, a verdade do Catraia é feita da soma das verdades das várias pessoas envolvidas em seu processo.
O que chamam de sectarismo, nós no Catraia, e dos vários coletivos parceiros do Circuito Fora do Eixo, chamamos de seleção natural pelo trabalho. O que chamam de estratificação, nós chamamos de criação de métodos e de hierarquização de responsabilidades. O pensamento dentro do Catraia é livre, mas o caminhar é um só. Porém antes de andar, debate-se muito. E é através de debates, conversas e explanações, que chegamos sempre ao denominador comum (o consenso) que possibilita a todos nós colaboradores vislumbrar um presente e um futuro rico em possibilidades. No Catraia,a pluralidade de pessoas e, consequentemente, de idéias, assim como a diversidade de conhecimento e as diferentes realidades de seus integrantes fortalecem o grupo e seu conceito principal: a coletividade em prol da Cultura. Algumas pessoas põem em xeque o conceito de coletividade do Catraia, acusando-o de ser seletivo. Essa afirmação em partes é verdadeira. O Catraia é coletivo pela cultura e seletivo pelo trabalho. Ironicamente esse tipo de afirmação parte de gente que não tem o costume de suar a camisa no Catraia em prol da cultura tão defendida verborragicamente por eles. E é através do trabalho que se adquire poder de argumentação. O alinhamento conceitual e político do Catraia é voltado para o trabalho. Do músico e sua banda, ao agente cultural e seus objetivos alcançados, tudo é pautado pelo labor. O Catraia é um grupo de pessoas alinhadas ao claro pensamento de que tudo no Acre é feito com um grau a mais de dificuldade. E que por isso mesmo tudo precisa ser feito com mais garra. Sabemos das dificuldades, limitações e anseios do nosso estado. Mas também sabemos de seu potencial. Creditamos e acreditamos nele.

Somos contra o pensamento 'farinha pouca,meu pirão primeiro' e batalhamos para erradicarposturas individualistas que atravancam nosso trabalho.

Além de estimular as bandas, associadas ou não, através de ações pró-ativas, como o estúdio de ensaio e a assessoria de marketing, imprensa e publicidade, o Catraia busca formas de escoagem de produção, criando mecanismos profissionais para fomentar o trabalho da cena cultural independente de Rio Branco. Com recursos próprios e das parcerias, o Catraia discute e age para que a emancipação desse trabalho aconteça para outros pontos da sociedade e do estado, não se restringido a um pequeno feudo de atuação. Somos contra o pensamento "farinha pouca, meu pirão primeiro” e batalhamos para erradicar posturas individualistas que atravancam a ampliação do nosso trabalho engajado. Entre erros e acertos, nos capacitamos. Permutamos experiências e tecnologias. E estimulamos a participação das pessoas nos diversos campos da cultura. Não detemos fórmulas, nem protocolos, tampouco a verdade absoluta. Mas sabemos onde estamos e pelo o que lutamos. Pelo Catraia, aprende-se errando e erra-se aprendendo.
Embora algumas pessoas tenham optado por criticar os processos metodológicos que vêm sendo implantados internamente no Coletivo Catraia, para nós, catraieiros, nunca nos coube julgar ou condenar os processos utilizados por essas pessoas e seus meios e veículos de informação cultural. Sempre respeitamos e continuaremos a respeitar a dimensão conceitual e de auto-gestão de todos os projetos, veículos ou grupos que trabalhem com cultura, por acreditarmos que a pluralidade se dá com respeito e todo objetivo comum deve ser alcançado de forma coletiva. Também nunca coube ao Catraia analisar ou criticar tecnicamente uma banda. Para o Catraia toda banda, independente de seu estilo, tem importância, que é medida pelo trabalho, relevância e consistência de sua postura no fortalecimento da cena de música independente acreana e brasileira.
Ao invés de colaborar ativamente, alguns preferem fazer parte do Catraia de forma equivocada. De fora, posicionam-se velada e gradativamente contrários aos passos do Catraia pelo simples motivo de não entenderem o processo ou de não fazer parte dele ou por incapacidade ou vontade própria. Sem dúvida é uma forma pouco positiva de colaborar. Compreensível até certo ponto. Confuso a partir deste. Nenhuma dessas pessoas se mostrou interessada em complementar e seguir um método. Nenhuma delas se propôs aproximar-se e contribuir para a melhoria daquilo que considera equivocado. Usando um falso discurso de liberdade, para elas o trabalho depende de como, onde, por quanto e quando quiserem. Muito fácil. Mas assim o mundo não funciona. O que chamam de liberdade, nós chamamos de falta de bom-senso.

O Catraia se preocupa com a qualidade de seu trabalho, mas leva em conta o onerosoprocesso de capacitação de seus envolvidos.


Não existe liberdade, quando ela vem com os dois pés no desrespeito. Não existe liberdade quando ela vem no grito, no recalque ou na falta de tato e consideração. Para o Catraia liberdade é um termo de extrema importância. Liberdade se constrói com respeito e trabalho. Trabalho enobrece o espírito. Espírito nobre eleva o corpo. Corpo elevado é liberdade. E é nessa estratégia que o Catraia firma seus passos. Capacita para o trabalho através da concretização da verdadeira liberdade – aquela que termina quando a do próximo começa. Prezando pela boa convivência, confrontamos dificuldades abertamente para evitar conflitos. E trabalhamos. O Catraia se preocupa com a qualidade de seu trabalho, mas leva em conta o oneroso processo de capacitação de seus envolvidos, respeitando as limitações individuais dos mesmos e estimulando avanços.
Para nós, do Catraia, cada um que está ali tem um porque de ali estar. E para cada um há, não só poder de voz, como também poder de ação. Batalhamos pelo entendimento disso, através do aprimoramento dos mecanismos de relacionamentos interpessoais. Repudiamos, interna e externamente, qualquer demonstração de desrespeito, individual ou coletiva, pública ou não. Repudiamos a violência passiva do boato e da fofoca. Assim como também repudiamos a sectarização e a estratificação. Batalhamos pela saúde nas relações, nos debates, nos confrontos e nos enfrentamentos. Acreditamos na pluralidade, na gestão pautada por métodos profissionais e na capacitação das pessoas através da cultura e de sua cadeia produtiva. Buscamos de forma soberana e parcimoniosa, o método ideal que alie trabalho com satisfação, diversão com engajamento social, conhecimento e cultura para todos.
Atenciosamente,
Janu Schwab – Gestor de Marketing e Estratégia, Rodrigo Forneck – Gestor de Produção e Eventos, Saulo Machado – Músico associado e Gestor de Sonorização, Jeronymo Artur – Gestor de Comunicação, Karla Martins – Gestora de Administração e Planejamento, Thays França – Secretária de Relações Institucionais e Colaboradora de Produção e Eventos, Diego Mello – Músico associado e Colaborador de Comunicação, Thalyta França – Sub-coordenadora de Produção, Kaline Rossi – Músico associado e Colaboradora de Produção e Eventos, Ana Helena de Sousa, Colaboradora de Produção e Eventos, Veriana Ribeiro, Colaboradora de Comunicação, Rodrigo Oliveira, Músico associado e Colaborador de Sonorização, Santiago Queiroz – Colaborador de Comunicação, Daniel Zen – Músico associado, Colaborador da Coordenadoria de Ação Política da ABRAFIN e Presidente da Fundação Elias Mansour, Renato Reis – Fotógrafo e Colaborador do Circuito Fora do Eixo, Pablo Capilé, Marielle Ramirez e Lenissa Lenza – Espaço Cubo (Cuiabá), Marcelo Domingues - Demo Sul (Londrina), Pablo Kossa – Fósforo Records (Goiânia), Talles Lopes – Coletivo Goma (Uberlândia).


Coletivo Catraia

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Festival Casarão - Porto Velho (RO) dias 2, 3 e 4 de Maio

o/

Festival Casarão ta chegando, Gurizada!
Vamos?
E aí segue a programação:

02/Maio
Local: Kabanas

22:00Cachorro Grande(RS)
21:30Mukeka di Rato(ES)
21:00Coveiros(RO)
20:30Do Amor(RJ)
20:00Bicho du Lodo(RO)
19:30Mr Jungle(RR)
19:00Underflow(AM)
18:30Visitantes(SP)
18:00Incinerador(RO)
17:30Prysmman(RO)
17:00DHC(RO)

03/maio
Local: Casarão

01:00Dead Fish(ES)
00:30MQN(GO)
00:00Recato(RO)
23:30Macaco Bong(MT)
23:00Mezatrio(AM)
22:30Rádio Ao Vivo(RO)
22:00Toatoa(RJ)
21:30Aliases(AM)
21:00Boddah Diciro(TO)
20:30SucodinoiS(RO)
20:00Marlton(AC)
19:30Hell Fire(RO)
19:00One Weak(RO)

04/Maio
Local: Kabanas

22:00Pitty(BA)
21:30Ecos Falsos + Daniel Belleza(SP)
21:00Ultimato(RO)
20:30Querembas(Bolivia)
20:00Hey Hey Hey(RO)
19:30Esquerda Volver(PR)
19:00Johnny Suxx n'The Funcking Boys (GO)
18:30Seu Miranda(RJ)
18:00Miss Jane (RO)
17:30Di Marco(RO)
17:00Celul'Ativa(RO)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Post Hit - "Quem é você"

A brincadeira é fazer um texto sobre "Quem é você?" com apenas 15 linhas e convidar 3 amigos, principalmente os blogueiros acreanos, para fazer o mesmo.

Fui convidade pelo blog http://gritoacreano.blogspot.com a participar desta brincadeira, com a finalidade de fazer com que os blogueiros (acreanos principalmente) interajam entre si.

Vamos lá!

Diego Arantes Souza Torres de Mello, tenho 17 anos, 10 mêses e 8 dias, gosto de música, faço música e vivo a mesma. Tenho uma banda chamada Marlton, que antes, chamava-se Afasia. Sou acreano, filho de acreanos, neto de acreanos, bisneto de portugueses, índios, arabes e africanos. Tenho como ponto turístico de minha personalidade o cabelo, grande, enrolado (leia-se ruim), porém, cheiroso. Namoro uma moça (linda, por sinal) chamada Bárbara que tem 17 anos, 9 mêses e 4 dias. Não tenho pretensões maiores nos estudos, algo de que sei que vou me arrepender depois, porém, é a vida. Deposito toda a minha vontade, dedicação, amor e tempo, em minha banda. Chegar em algum lugar com a minha banda, sendo realista, é algo bem raro de acontecer, ainda mais hoje em dia. Porém, se eu nao acreditasse nela, eu nao a integraria até hoje. Não vejo o rock como o hobbie. Vejo como um estilo de vida, uma responssabilidade, uma tarefa como qualquer outra, um dever e um direito. Todos tem o direito de ouvir Rock. Tenho o segundo grau formado, porém não ingressei na faculdade, talvez por pura vagabundagem, mas eu prefiro acreditar que foi culpa da minha mudança que nunca aconteceu. Sou um rapaz de promessas, eu sei que tenho que parar com isso, e um dia eu vou (outra promessa), mas também, sou um rapaz de objetivos, e meu objetivo é cumpri-los (as).

Consegui?

Não fiz nenhum paragrafo pra vocês verem todas as 15 linhas.

e os meus "amaldiçoados" são:

Thiagô: http://thiagoxx.blogspot.com

Amorzão: http://oquefacodessalucidez.blogspot.com

Aarão: http://musicarolando.blogspot.com

Do it yourself.